
Enquanto a maioria dos supercarros desaparece poucos anos após a sua produção, o Pagani Zonda continua a desafiar o teste do tempo. Vinte e sete anos após o primeiro modelo ter sido apresentado no Salão Automóvel de Genebra de 1999, um cliente abastado conseguiu o impensável: convencer o mundo a comprar um. Pagani para produzir um novo Zonda totalmente personalizado. E a marca italiana aceitou.
O resultado é o Pagani Zonda Cervino, um modelo único que será apresentado oficialmente no Villa d'Este 2026 Concours d'Elegance, nas margens do Lago Como. Mais uma prova de que, para a Pagani, o Zonda não é apenas um hipercarro antigo: é uma obra de arte viva.
Um hipercarro nascido em 1999... ainda fabricado em 2026
Quando Horacio Pagani apresentou o Zonda no final dos anos 90, ninguém imaginava que o modelo se tornaria uma lenda capaz de atravessar as décadas sem nunca perder a sua aura. Concebido em torno de um AMG V12 atmosférico, com uma estrutura em fibra de carbono e um nível de personalização inédito na altura, o Zonda rapidamente adquiriu um estatuto quase mítico.

Oficialmente, a produção deveria permanecer limitada. Mas ao longo dos anos, a Pagani continuou a satisfazer as exigências de coleccionadores extremamente ricos, dando origem a uma longa série de modelos únicos, muitas vezes desenvolvidos a partir de chassis existentes. O novo Zonda Cervino segue exatamente esta filosofia. Segundo a Pagani, trata-se de uma reinterpretação completa de um Zonda existente, criada no âmbito do programa “Unico”, o departamento mais exclusivo da oficina de San Cesario sul Panaro.
O Zonda Cervino, uma encomenda por medida no valor de milhões
Diz-se que esta nova criação se baseia num Zonda Oliver Evolution Roadster, amplamente transformado a pedido do seu proprietário. Exteriormente, o carro mantém a silhueta icónica do Zonda, mas muitos dos detalhes foram revistos.


A carroçaria é acabada numa combinação de dois tons de azul metálico e fibra de carbono exposta. O cliente também solicitou uma série de alterações de estilo específicas, incluindo novos faróis traseiros redondos mais clássicos, que substituem os elementos inspirados no Zonda R, e um spoiler traseiro redesenhado que é menos agressivo do que o do modelo Oliver Evolution.

O interior também foi completamente reformulado. A Pagani descreve o interior como vestido em pele azul e branca com padrões axadrezados azuis nos bancos, enquanto os instrumentos seguem o mesmo tema colorido. Como sempre acontece com a Pagani, cada pormenor parece ter sido pensado como uma peça de relojoaria. O fabricante italiano ainda não deu especificações técnicas precisas, mas tudo indica que este Zonda Cervino mantém o AMG V12 de aspiração natural na sua configuração mais potente... provavelmente mais de 750 cv.

O Zonda Cervino demonstra que, apesar da chegada do Huayra e depois o’Utopia, O Zonda continua a ser o modelo mais icónico da Pagani. Poucos carros no mundo se podem dar ao luxo de ainda serem encomendados quase três décadas após o seu lançamento. E enquanto os clientes estiverem dispostos a investir vários milhões de euros para obter um Zonda único, parece óbvio que a Pagani continuará a fabricá-los.
